BOGOTÁ - O ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, denunciou nesta quinta-feira (14) que há "um esforço" e "uma conspiração" para evitar o restabelecimento das relações com o Equador.
Silva manifestou ainda o seu "rechaço" ao processo judicial contra o presidente eleito colombiano, Juan Manuel Santos, que poderia ser preso caso pise em solo equatoriano.
Santos é acusado de ser responsável pelo ataque militar ocorrido em 2008 contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que abateu o então número dois da guerrilha, Raúl Reyes.
O acampamento localizava-se no território do Equador e a ação causou uma crise bilateral e regional. Dias após o bombardeio, o governo de Rafael Correa decidiu romper os vínculos diplomáticos. Uma aproximação foi iniciada apenas no fim do último ano com a designação dos respectivos encarregados de negócios.
De acordo com Silva, "sempre que melhoram as relações, aparece um novo obstáculo". Ele afirmou ainda que, na semana passada, a Chancelaria colombiana enviou uma nota diplomática ao país vizinho em protesto ao processo judicial.
A nota afirmava que essas ações militares foram "atos de Estado", e que não há "nenhuma responsabilidade individual de funcionários ou militares", informou Silva.
Além de Santos, que era ministro da Defesa da Colômbia na época do ataque, também é processado o general Freddy Padilla de León, comandante das Forças Armadas colombianas.
Ontem o presidente Álvaro Uribe também repudiou a ação contra o general. O mandatário falou sobre a ação após um juiz de Sucumbios, no Equador, ter voltado a levantar suspeitas de que Padilla tenha sido o mentor dos ataques.
Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=2&id_noticia=334473
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
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